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XVI Conferência Internacional
de Aids
Realizada em Toronto, Canadá, de 13 a 18 de agosto, a XVI Conferência
Internacional de Aids reuniu comunidade científica e sociedade
civil para discutir novos medicamentos, tecnologias de prevenção
e acesso aos anti-retrovirais, entre outros temas
Na área de prevenção, a Conferência
apresentou resultados animadores. As pesquisas com microbicidas, formulados
em gel ou creme para serem usados antes da exposição ao
vírus, oferecem uma ótima alternativa de prevenção
para a população feminina. O que se investiga são
substâncias com ação de barreira física contra
o HIV para impedir a entrada nas células da mucosa vaginal. A expectativa
é que os primeiros resultados positivos estejam disponíveis
em dois anos, e o produto, acessível à população
em cinco.
Também se estuda a ação combinada de microbicidas
com as drogas usadas no combate ao vírus, principalmente os inibidores
de integrase e de fusão. Estudos com o anti-retroviral tenofovir
como método preventivo contra o HIV também obtiveram destaque.
O medicamento está sendo testado em pessoas não portadoras
do HIV, pertencentes a grupos vulneráveis para a infecção.
A circuncisão masculina foi outro método preventivo apresentado
no evento. Segundo os cientistas, essa operação pode diminuir
em até 60% a chance dos homens de contrair o vírus da aids.
Tratamento de co-infecções
As co-infecções HIV/tuberculose e HIV/hepatites B e C foram
debatidas em várias sessões da Conferência, demonstrando
que um dos grandes desafios para o tratamento da aids hoje é a
associação de terapias sem o comprometimento do bem-estar
do paciente. A recomendação apresentada na mesa “Avanços
no Acompanhamento das Hepatites Virais” é que todo portador
do HIV seja avaliado para o HCV e tratado, quando necessário.
Já para a co-infecção HIV/TB, algumas particularidades
podem dificultar o tratamento. O início precoce da terapia anti-retroviral,
logo após o diagnóstico da tuberculose, pode causar a Síndrome
da Reconstituição Imune, e a interação indesejável
entre os tuberculostáticos e grande parte dos anti-retrovirais
é significativa.
Novos medicamentos
O inibidor da integrase, o bloqueador de CCR5 e novos inibidores de protease
foram algumas das novidades no campo de tratamento contra o HIV. O inibidor
da integrase é capaz de impedir essa enzima de inserir o DNA viral
do HIV no gene humano. Inibir essa função essencial da integrase
bloqueia a capacidade do vírus de se replicar e infectar novas
células.
O inibidor de protease darunavir, desenhado para portadores com falhas
terapêuticas, já comercializado em países do primeiro
mundo, é uma aposta dos médicos brasileiros no auxílio
à terapia anti-retroviral disponível no país.
Outra novidade é a terapia tripla, que condensará em uma
única pílula os ARVs tenofovir, emtrecitabina e efavirenz,
produzidos pelos laboratórios Merk, Sharp & Dohme, Bristol-Myers
Squibb e Gilead.
Anvisa cria Disque-Intoxicação
Desde março de 2006, profissionais de saúde podem
contar com um serviço 0800 que os auxilia a prestar primeiros
socorros e a prescreverem tratamento adequado em caso de intoxicação.
O Disque-Intoxicação, criado pela Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa), atende pelo número
0800 722 6001, é gratuito e atende todo o território
brasileiro, 24 horas por dia, sete dias por semana, durante todo
o ano.
Cada ligação é transferida para um dos 36 Centros
de Informação e Assistência Toxicológica
(Ciats) espalhados por 19 estados brasileiros. Em respostas rápidas,
são dadas orientações sobre como proceder com
um paciente intoxicado.
Por outro lado, as informações coletadas possibilitam
delinear um mapa da situação do país no que
diz respeito à intoxicação. Os dados são
encaminhados pelos Ciats à Anvisa e ao Sistema Nacional de
Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox).
Desse modo, são identificados eventuais números expressivos
e recorrentes de intoxicação por uma mesma substância.
Informações como essas permitem que os fabricantes
sejam contatados pela Anvisa para
rediscutir responsabilidades e reavaliar a segurança de seus
produtos.
Por enquanto, o serviço tem sido divulgado para os profissionais
de saúde.
Uma campanha dirigida à população em geral
será realizada após o período eleitoral.
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SAIBA +
www.anvisa.gov.br
www.fiocruz.br/sinitox
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