| Circulador
Construindo
redes de solidariedade
A formação de redes sociais tem se mostrado
um modelo eficiente
para a promoção da saúde, promovendo
a participação individual e
coletiva na efetivação de políticas
públicas.


Nudeca e o trabalho em rede Compromissado
com os princípios do Estatuto da Criança
e do Adolescente, o Núcleo de Defesa da Criança
e do Adolescente de Guaratiba (Nudeca) atua há
oito anos integrando diferentes instituições
da região: posto de saúde, escolas, creches,
Conselho Tutelar, ONGs e outros atores sociais da comunidade.
As ações incluem acolhimento, orientação,
e suporte a famílias em situação
de violência doméstica, além de
apoio a escolas e creches. “A rede é um
instrumento estratégico para a atenção
básica e a promoção da saúde.
Os encontros garantem a integralidade do cuidado à
família e evitam a sobreposição
de ações institucionais”, explica
a psicóloga Tania Moraes, do Posto de Saúde
Dr. Alvimar de Carvalho – uma das unidades da
Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil
do Rio de Janeiro (SMSDC-RJ) que mais notifica ao Conselho
Tutelar a violação dos direitos da criança
e do adolescente.
A experiência da Terapia Comunitária
Acolher e aliviar o desconforto do cotidiano são
os objetivos prioritários da Terapia Comunitária
- TC - estratégia de construção
de redes de solidariedade referendada pelo Ministério
da Saúde. A Terapia Comunitária foi criada
em 1987 pelo psiquiatra e antropólogo Adalberto
Barreto, que partiu do princípio de que “quando
a gente cala, o corpo fala; e quando a gente fala, o
corpo sara”.
A médica Tânia Carluccio Vianna, técnica
da Coordenação de Educação
em Saúde da SMSDC-RJ, explica que as rodas de
conversa da TC são espaço para a partilha
de vivências, onde se fala sempre na primeira
pessoa, sem distribuir conselhos ou fazer julgamentos.
Para ela, a troca de experiências pessoais e a
mobilização de recursos individuais e
comunitários para lidar com a questão
são os maiores trunfos desta metodologia. “A
partir da exposição de um problema relatado
por um membro da roda e eleito pelo grupo como o mais
mobilizador, o terapeuta pergunta quem já viveu
algo parecido e como foi possível aliviar a inquietação”.
Os participantes também podem propor músicas,
ditos populares e poesias, valorizando a cultura local.
Entre os temas mais abordados, estão conflitos
familiares, violência, , discriminação,
uso abusivo de álcool e drogas, estresse e baixa
autoestima.
Em 2009 o I Curso de Formação em Terapia
Comunitária da SMSDC-RJ capacitou 45 profissionais,
sendo 35 agentes comunitários, que estão
realizando rodas de TC nas unidades de saúde
e comunidade.

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