| Circulador
Educação,
Cultura e Saúde
Arte e cultura contribuem para a promoção
da saúde e cidadania

Em diversas iniciativas espalhadas
pelo município do Rio de Janeiro, atividades
artísticas e culturais têm sido desenvolvidas
como forma de mobilizar a sociedade para a promoção
da saúde e da cidadania.
O Núcleo de Cultura, Ciência e Saúde
da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil
do Rio de Janeiro (SMSDC-RJ) é uma dessas
instâncias. Toda semana, representantes de secretarias
municipais e de instituições parceiras
reúnem-se em torno de temas relativos à
arte, saúde e ciência.
“Desenvolvemos linguagens inovadoras para auxiliar
a ampliação do conceito de saúde
entre a população. Uma das principais
atividades é o teatro, que mostra aos participantes
o universo de possibilidades que existe para cada realidade.
Todos podem ser cientistas, todos podem ser artistas,
todos podem ser cidadãos”, acredita Vítor
Pordeus, coordenador do Núcleo.
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Cultura e protagonismo juvenil
No Adolescentro Paulo Freire, centro multidisciplinar
da SMSDC - RJ, expressões artísticas como
teatro e dança fazem a diferença na promoção
da saúde. Os adolescentes estão à
frente das discussões e constituem um elo entre
o projeto que desenvolvem e o grupo social ao qual pertencem.
Desde 2007, a Companhia de Teatro do Adolescentro mostra
aos jovens frequentadores que é possível
escrever a própria história. Os exercícios
de expressão, os jogos de improviso e a estruturação
de cenas exigem disciplina e envolvimento e estimulam
a abordagem de aspectos saudáveis do amadurecimento
e da vida em sociedade.
A gerente do Programa de Saúde do Adolescente
do Rio de Janeiro, Dilma Cupti de Medeiros, explica
que o adolescente é um sujeito em
fase de experimentações. “Para trabalhar
com a saúde do adolescente é preciso abandonar
o modelo tradicional e hegemônico que considera
a saúde ausência de doença. É
preciso adotar o conceito de promoção
da saúde, uma concepção ampla,
que trabalha com o sujeito de forma integral”,
Dilma esclarece. A equipe do Adolescentro também
participa do Fórum de Cultura da Rocinha. O resultado
é a ampliação do olhar sobre o
papel da cultura na promoção da saúde.

Incentivo à leitura
Todas às sextas-feiras, às 15h, uma sala
do Centro Municipal de Saúde Américo Veloso,
em Ramos, carinhosamente apelidada como Sala Encantada,
fica repleta de crianças e adultos para a sessão
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de Contação de Histórias.
“É uma atividade aberta ao público,
sem restrição de idade ou necessidade
de encaminhamento.
A proposta é desenvolver a comunicação
oral dos participantes e incentivar a leitura, mas as
conquistas paralelas ultrapassam estes objetivos”,
explica a idealizadora da iniciativa, a fonoaudióloga
Clarisse Lopes.
Além da Contação de Histórias,
outros espetáculos trabalham a temática
da saúde: os participantes escrevem, produzem,
atuam e dirigem peças, apresentadas na unidade
ou em escolas próximas. A estudante de Artes
Cênicas Martha Máximo, voluntária
da atividade, conta que a iniciativa tem proporcionado
grandes conquistas: “Muitas crianças preferem
ir para a Contação a ficar em casa ou
na rua”.
A colega de Martha, Leandra Lopez, concorda:
“Os pequenos chegam tímidos, com um repertório
vocal e corporal muito reduzido e, no decorrer do processo,
vão se tornando afetuosos, comunicativos e criativos”.
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Estimulando a amamentação
A cultura também é o caminho para promoção,
proteção e apoio ao aleitamento materno.
O concurso Talentos que Promovem a Amamentação,
parceria da Gerência de Programas de Saúde
da Criança com o Núcleo de Cultura, Ciência
e Saúde, ambos da SMSDC-RJ, é exemplo
do novo olhar sobre a inserção do aleitamento
natural nos programas e políticas de saúde.
A ideia é investir em uma abordagem lúdica,
com música, artes plásticas e dança,
para sensibilizar a sociedade.
A nutricionista Rosane Rito, gerente do Programa de
Saúde da Criança, explica que o tema começou
a ser trabalhado na rede básica em 2002, com
a Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação.
O objetivo é mobilizar unidades de saúde
para a adoção dos Dez Passos para o Sucesso
da Amamentação.
“Em 2005 já tínhamos avançado
como grupo, mas faltava algo que realmente atingisse
as mães. Foi criado o projeto Amamentação,
e eu com isso?, para envolver pais, adolescentes e idosos
– que muitas vezes ajudam as novas mamães
– no processo de aleitamento materno”, conta
Rosane.
Como resultado desses esforços, a Pesquisa de
Práticas Alimentares de Crianças Menores
de Um Ano ,de 2008, indica o crescimento do índice
de aleitamento materno exclusivo entre crianças
menores de seis meses, que subiu de 13,7%, em 1996,
para 40,1%, no ano do estudo.

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