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Compromisso

De olho na dispensação
Estudo detalhado avalia a dispensação de medicamentos
para os portadores de HIV/Aids

Apedido do Programa Nacional de DST/Aids, o Núcleo de Assistência
Farmacêutica da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP –Fiocruz) realizou a “Avaliação Nacional da Dispensação de Medicamentos para Pessoas Vivendo com HIV/Aids”. A pesquisa contemplou tanto a dispensação de antiretrovirais quanto a de medicamentos para infecções oportunistas. “O objetivo foi medir a magnitude dos problemas para, depois, ver como intervir”, explica a farmacêutica Vera Lúcia Luzia, uma das coordenadoras do projeto. Doutora em Saúde Pública e pesquisadora do Núcleo, Vera conta que as 29 unidades pesquisadas foram escolhidas por sorteio, respeitada a distribuição por dez estados brasileiros – Alagoas, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
A qualidade do serviço, a adesão ao tratamento e a satisfação dos usuários com o atendimento prestado foram avaliadas através da observação e da aplicação de questionários.

Novas capacitações
O chefe da Unidade de Assistência e Tratamento (UAT) do PNDST/Aids, Orival Silveira, destaca que a maioria dos usuários e profissionais envolvidos mostrou-se satisfeita.
Ele comenta que, por outro lado, algumas unidades precisam melhorar as condições de armazenamento de medicamentos e de informação aos pacientes: “O controle de estoque pode melhorar e o Siclom (Sistema de Controle Logístico de Medicamentos) precisa funcionar plenamente”, avalia.
Ele anuncia que estão previstas, para o próximo trimestre, capacitações para os profissionais das unidades dispensadoras.
Nelas, serão apresentados os dados da pesquisa, além de noções de logística e armazenamento. Também será dado destaque ao tema da adesão dos pacientes ao tratamento. “Ainda não se percebeu a importância que pode ter a unidade dispensadora nas questões relacionadas à adesão”, alerta Silveira.

SAIBA +

http://www.fiocruz.br/ccs/novidades/set05/medicamentos_cat.htm

Algumas conclusões da pesquisa


Pontos positivos

- Alta disponibilidade de itens e baixo tempo médio de desabastecimento
- Algumas unidades (31%) contam com procedimentos escritos atualizados para dispensação
- Não foram encontrados medicamentos vencidos nas unidades dispensadoras visitadas
- A maioria dos usuários sabia como usar o medicamento
- As unidades com ambiente de privacidade conseguem orientar maior proporção de usuários

Pontos negativos
- 66% das unidades não oferecem privacidade no atendimento
- Alta proporção de prescrições incompletas – 50,8%
- Falta de medicamentos para infecções oportunistas
- A maioria das unidades não dispõe de fonte válida de informações sobre medicamentos (66%) ou de material educativo para os usuários (72%)
- Muitas vezes há dificuldade de acesso à unidade e demora no atendimento

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