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A importância
do curso técnico
Mercado começa a reconhecer profissional
de farmácia de nível médio


No Brasil, 5% dos profissionais que dispensam
medicamentos para pessoas vivendo com HIV/Aids têm o primeiro
grau incompleto.
No entanto, podem receber o mesmo salário que um profissional
que tenha o curso de Técnico em Farmácia.
Esta foi uma das conclusões da pesquisa realizadapela Escola
Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, por solicitação
do Programa Nacional de DST/Aids.
O disparate estende-se por todo o campo da Farmácia. Enquanto
o Conselho Federal de Farmácia ainda não reconhece
o profissional de nível médio, o Ministério
do Trabalho já define suas atribuições, e a
Vigilância Sanitária os registra.
Questão de tempo
Renata Nunes, farmacêutica que coordena no Senac do Rio de
Janeiro a Habilitação Profissional de Técnico
em Farmácia, acredita que a aceitação do técnico
pelo Conselho é uma questão de tempo: “Vão
acabar reconhecendo, porque existe uma demanda domercado de trabalho.
Muitos concursos públicos já exigem esse diploma”,
observa.
Renata explica que a formação do técnico compreende
conhecimentos específicos de farmácia alopática
e homeopática, além dos fundamentos e princípios
ético-legais que regem a área. Segundo ela, o técnico
é o profissional auxiliar da área de saúde
que trabalha sob orientação e supervisão do
farmacêutico, seja no atendimento em balcão da farmácia/drogaria
ou na manipulação de medicamentos, seja em tarefas
administrativas relacionadas aos processos de compra, estoque e
distribuição de medicamentos ou ainda no marketing/
promoção de vendas.
Cursos na Fiocruz e no Senac
A Fundação Oswaldo Cruz oferece o curso de Aperfeiçoamento
Técnico em Farmácia Hospitalar. A coordenadora Noemi
Rosa Pereiraexplica que o curso se dirige a quem já trabalha
em farmácia hospitalar de instituição pública.
“Selecionamos os candidatos pelo currículo. Além
de atuar na área, ele precisa ter o ensino médio completo”,
diz Noemi.
A procura é grande, mas a instituição não
tem capacidade para mais que 30 vagas por ano. No módulo
sobre HIV/Aids, são dadas desde informações
gerais sobre a doença, até instruções
específicas para operar o Siclom (Sistemade Controle Logístico
de Medicamentos). O curso dura dez meses, e as aulas acontecem uma
vez por semana. O custo total fica em torno de R$ 200,00.
Já no Senac/RJ, o custo passa de R$ 3.000,00. Criado há
seis anos, o curso de Habilitação Profissional de
Técnico em Farmácia dura aproximadamente 16 meses
(sem férias) e exige, como pré-requisito, o diploma
do ensino médio. Em quatro módulos, são desenvolvidas
competências para que se atue em farmácia hospitalar,
farmácia de manipulação, drogaria e indústria
farmacêutica. A Aids é abordada no módulo que
discute a saúde pública. Além das aulas, os
alunos fazem estágio em locais conveniados, que podem ser
públicos ou privados.
Para completar, o Senac mantém um cadastro dos alunos à
disposição das empresas.
“Todo mundo sai daqui empregado”, garante Renata Nunes.
SAIBA +
Senac Rio
www.rj.senac.br
- saude@rj.senac.br
Senac São Paulo
www.sp.senac.br/saude
Nas unidades do Senac de todo o Brasil são oferecidos cursos
na área de farmácia. Acesse http://www.senac.br/conheca/cham_cursos.asp
,
entre na página do seu estado e escolha o curso que você
deseja.
Fiocruz
Coordenação de Ensino do Ipec (Instituto de Pesquisa
Clínica Evandro Chagas)
Informações: 21 3865 9581 | ensino@ipec.fiocruz.br
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